terça-feira, 26 de julho de 2016

"Caso Braddock" Parte I- Divórcio

Homem consegue a guarda compartilhada de cão após divórcio

Dono do cão ficou sem ver o animal de estimação durante quatro meses. 
Homem ganhou o direito de passar duas semanas do mês com o buldogue.


Com quem deve ficar o animal de estimação na hora da separação? No Brasil, ainda não há uma lei para esse tipo de caso e cabe a justiça interferir. Só neste ano, três casos foram parar na justiça do Rio de Janeiro.
Voltar a passear todos os dias pela manhã com o Braddock foi um alívio. Bruno Gameiro estava com saudade do cachorro.
“O Braddock sempre foi um grande companheiro. É muito bom você chegar em casa e ter alegria de um animal de estimação, sempre muito alegre, cativante. A gente acabou criando uma relação muito gostosa, muito legal, de amizade mesmo, que um animal de estimação, só um animal de estimação pode proporcionar, quem tem sabe o que eu estou falando”, conta.
O Bruno comprou o buldogue francês quatro meses antes de casar. Durante o casamento, o cachorro era o xodó da família, mas a relação não deu certo e terminou cinco meses depois. A decisão sobre a posse do Braddock foi parar na justiça.
Depois da separação, a ex-mulher de Bruno ficou com o cachorro. Ele diz que ficou sem ver o animal de estimação durante quatro meses. “Simplesmente a resposta era negativa, por mais que eu sempre tivesse assumido o compromisso de devolvê-lo, de fazer de forma bastante honesta”, conta Bruno.
O advogado de Bruno entrou com uma ação cautelar pedindo a posse compartilhada do cão.
“É um caminho novo que o direito tende a seguir esse caminho. Hoje em dia o animal de estimação não pode ser tratado como um simples bem justamente pelo valor sentimental que ele tem”, esclarece o advogado Ricardo Silveira.
Bruno ganhou o direito de passar as duas primeiras semanas do mês com o buldogue. Mas o juiz só vai decidir sobre a guarda definitiva do filhote em maio, depois de uma audiência.
“Eu sei que ele é bem cuidado, também não espero que ele seja mal cuidado, eu também quero o melhor para ele também. Se realmente conviver com as duas partes para ele for algo saudável eu quero sim que ele possa desfrutar disso também, como a gente adora desfrutar da companhia dele”, fala Bruno.
A equipe do Jornal Hoje falou com a advogada da ex-mulher de Bruno e ela só vai se pronunciar quando sair a decisão do juiz, em maio.
Renata Capucci
                 

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